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Acessibilidade para comunidade surda em instituições culturais.

24/09/2018

Meu nome é Sabrina Denise Ribeiro. Sou artista visual, educadora surda, pesquisadora e palestrante.
Atualmente faço pós-graduação em Arte Educação pelo Centro Universitário SENAC, onde curso Metodologia Científica para Pesquisadores Surdos na UFABC (preparatório para Mestrado), curso Português e Inglês para Surdos pelo EY Institute e curso, ainda Fotografia Autoral no MAM.
Trabalho como educadora para surdos há 11 anos na Pinacoteca de São Paulo integrando a equipe do Programa Educativo para Públicos Especiais. Estudo e pesquiso textos históricos relacionados às obras de arte em exposição temporária e de longa duração. Realizo visitas educativas para grupos de surdos e grupos inclusivos em Libras (Língua Brasileira de Sinais). Para visitas espontâneas autônomas contamos com recursos como videoguia e folders para surdos, disponíveis gratuitamente, quando não estou presente para ajudar na visita. Realizo também contação de histórias em Libras no último sábado de cada mês, desde 2014 até hoje. Dou aula de Libras - nível básico - para funcionários da Pinacoteca. Vou também ministrar aulas no curso Ação Educativa em Artes na Educação Bilíngue para Surdos, a partir de outubro de 2018, também na Pinacoteca.
Meu primeiro passo profissional na área foi fazer o curso de Arte Contemporânea para Jovens Educadores Surdos, dentro do projeto Aprender para Ensinar através do Programa Igual Diferente do MAM entre 2003 e 2004. Comecei a trabalhar como educadora estagiária voluntária na Pinacoteca em 2004, quando recebi o primeiro grupo de surdos de uma escola.
Trabalhei como educadora em alguns museus, instituições e oficinas tais como: Paço das Artes, SESC Belenzinho, SESC Pompéia, Instituto Butantã, Bienal das Artes, Instituto Itaú Cultural, Museu de Arte Moderna e Museu Afro Brasil.
Pretendo fazer uma pesquisa de mestrado analisando a arte surda, comunidade surda e cultura surda através da história da arte e da antropologia visual e cultural, principalmente em relação aos artistas surdos de todo o mundo, do passado até os dias de hoje.
Minha estratégia de trabalho com os visitantes surdos na ação educativa dentro do museu envolve primeiramente o uso somente da comunicação em Libras, ensinando palavras novas relacionadas às artes, para enriquecer o vocabulário de Libras. Depois também trabalho a Língua Portuguesa escrita pois ela está presente nas explicações de cada obra. O trabalho com a Língua Portuguesa é feito através de atividades lúdicas, tais como jogos com palavras relacionadas às obras, estimulando os visitantes surdos (principalmente as crianças) a descobrirem o significado de cada palavra, desenvolvendo assim sua percepção visual, cognição e sensibilidade para o universo das artes visuais.



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